Foto: Reuters Super Bowl LI acabou há 140 dias, mas muitos jogadores não conseguem esquecer a fatídica partida em que o New England Patriots conseguiu a maior virada da história da final da NFL. Mesmo tanto tempo depois, o principal running back do Atlanta Falcons, Devonta Freeman, aproveitou para cornetar as decisões tomadas pelo, na época, coordenador ofensivo do time, Kyle Shanahan. O jogador reclamou de fato de parar de receber bolas quando o time precisava segurar a vantagem na reta final.
- Se eu tivesse continuado recebendo a bola, tivesse continuado no jogo, e eu não sei de verdade porque fui tirado da partida, eu seria o MVP. Eu olho para as minhas estatísticas e penso: `os números não mentem`. Olhem para os meus números - destacou Freeman.
Freeman teve, de fato, um papel de protagonista no excelente começo de partida dos Falcons, que conseguiram um placar de 28 a 3 até o final do terceiro quarto. Foram 75 jardas corridas e um touchdown anotado em 11 tentativas de corrida, além de dois passes recebidos para 46 jardas.
Apesar das reclamações, cinco das 11 corridas de Freeman foram na segunda metade da partida, a diferença está no número de jardas. Das cinco chamadas na parte final, em três o jogador sofreu o tackle atrás da linha de scrimage. Foram quatro jardas conquistadas em cinco tentativas, uma média inferior a uma jarda por corrida, número baixíssimo para qualquer corredor de elite da NFL. A nível de comparação, na primeira metade do jogo foram 71 jardas em seis tentativas, média de 11,8 jardas por jogada.
Shanahan, que já deixou o comando de ataque do Atlanta Falcons para assumir como técnico principal do San Francisco 49ers, sofreu com críticas da imprensa local por conta de suas escolhas na reta final do confronto.
Tido por muitos como um dos melhores corredor da NFL, Freeman disputa sua última temporada com o contrato de calouro pelos Falcons. Ao fim desta edição da liga, o camisa 24 será free agent e já destacou que quer uma renovação por grande quantia.