Foto: Reprodução A Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) mudou o local do Campeonato Nacional de Parabadminton, que seria realizado no Centro de Excelência da modalidade, construído em Teresina, no Piauí, como legado dos Jogos Olímpicos do Rio. A entidade escolheu um espaço climatizado próximo ao CT ainda em obras – o lugar foi duramente criticado por técnicos e atletas justamente por não oferecer ventilação. Cenas de competidores desmaiando e reclamando de dificuldade de respiração foram registradas no torneio.
A CBBd encaminhou às federações locais o documento informando a mudança. O Nacional de Parabadminton acontece agora no Theresina Hall, casa de eventos que fica a 300 metros do centro de excelência. Em Teresina, o presidente da confederação, Francisco Ferraz, reconheceu que o nacional da modalidade trouxe ensinamentos.
- O bom de tudo é que temos a humildade para aprender. O calor do Piauí é um fator que temos que trabalhar com ele. A preocupação pra climatizar o espaço (o centro de excelência) é a prioridade da confederação. A lição maior que aprendemos é dar mais estrutura, por isso fechamos com um outro espaço. O brasileiro de badminton não aconteceu aqui porque o espaço cabe apenas quatro quadras, tínhamos 300 atletas. O Parabadminton são 60 atletas – explicou Ferraz.
"Estufa de 50º"
A segunda etapa do Campeonato Nacional de Badminton, evento-teste do Centro de Alto Rendimento da modalidade no país, fez dezenas de atletas passarem mal durante a realização das partidas. Professores relataram que os competidores desmaiaram devido à alta temperatura. Um vídeo gravado mostra o atendimento a um atleta, retirado de maca.
Além dos desmaios, dor de cabeça, falta de ar e dificuldade de respiração foram as principais queixas dos competidores. Para evitar desitratação, atletas usaram saco de gelo na cabeça entre as partidas. Os climatizadores instalados não deram conta.
- Não tem climatização. Não tem chuveiro, não tem estrutura para atender os atletas. Para poder fazer uma competição, tinha que ter no mínimo condições para atender os atletas que fizeram o sacrifício para ir e não estão sendo respeitados - comentou um treinadora do Rio de Janeiro.