Brasil começa Era Dueñas mirando as quartas do Mundial: Grupo é difícil
10/08/2017 | 11:27:49 Thierry Gozzer
Foto: Reprodução

ciclo olímpico vai começar para valer para o handebol feminino do Brasil. É bem verdade que em junho as meninas bateram a Argentina e conquistaram mais uma vez o Pan-Americano da modalidade. Mas em dezembro, no Mundial da Alemanha, a equipe, sob nova direção, terá seu primeiro grande desafio no caminho até Tóquio 2020. Após a saída de Morten Soubak em dezembro, o time teve um técnico interino e no meio do ano a CBHb acertou a chegada do espanhol Jorge Dueñas, medalhista olímpico em Londres 2012 com a Espanha.

No Pan, o grupo não esteve sob seu comando, o que acontecerá pela primeira vez em setembro. Empolgado, o comandante já começou o planejamento para o Mundial. Serão três fases de treino, todas na Europa, e Dueñas acredita que o correto é aproveitar todo o trabalho que foi feito no último ciclo olímpico pelo dinamarquês Morten, e claro, ajustar uma situação ou outra de acordo com o seu modelo de jogo. Mesmo assim, ele acredita que o Brasil pode ir longe, apesar de ter começado uma pequena reformulação após as aposentadorias de Dani Piedade e Dara.

- O próximo Mundial é um pouco desconhecido. Após as Olimpíadas, as equipes tiveram grandes mudancas e é difícil saber o nível em que cada uma está. Temos um grupo difícil na primeira fase para nos classificarmos entre os quatro primeiros. Em seguida, vem o cruzamento das oitavas, que é o jogo mais difícil do mundo. Você pode ter sido primeiro do grupo e vencer cinco jogos, mas nas oitavas não conta. Se conseguirmos passar para as quartas de final, seria muito importante, e nos daria muita confiança para o restante do Mundial e para o futuro. Esse é o meu sonho e quero transmiti-lo as jogadoras para todo o ciclo olímpico - garante Dueñas.

Em 2011, o espanhol era o técnico da seleção da Espanha em São Paulo, quando as espanholas eliminaram o Brasil. De lá para cá, enfrentou a seleção brasileira em diversas oportunidades. Em Londres 2012, foi medalha de bronze com a Espanha. Conhecedor do handebol brasileiro, ele não descarta nenhuma jogadora, inclusive Alê Nascimento, que se recupera de uma lesão no joelho.

- Todas as jogadoras brasileiras são selecionáveis. Até agora, nenhuma demonstrou a intenção de desistir da seleção. Vamos considerar as melhores para estar na seleção. Depende da aptidão de cada uma, lesões e se elas se encaixam bem no nosso modelo de jogo. Fernanda e Alexandra, por exemplo não estão jogando por diferentes circunstâncias, mas estao em minha lista de jogadoras elegíveis. Elas são duas atletas extraordinárias e espero que estejam em breve em boas condições. Mayssa não estava na última chamada, por motivos pessoais, mas estará na próxima - explicou o treinador.

O primeiro encontro com as meninas será no dia 25 de setembro, em período de treinos e amistosos na França. Depois, o time se reencontra em novembro, na Romênia, onde treinará e fará outros amistosos. O pré-Mundial, também em novembro, será na Holanda ou na Suíça. O Mundial acontece de 1 a 17 de dezembro, na Alemanha. O Brasil está no Grupo C ao lado de Dinamarca, Rússia, Montenegro, Japão e Tunísia.

A ideia de Duenãs e aproveitar ao máximo possível o trabalho anterior de Morten Soubak.

- A idéia é explorar o trabalho feito anteriormente, porém, mudar a maneira como jogam e também introduzir algumas novas atletas. Nós não vamos deixar de buscar um bom resultado no Mundial, mas eu entendo que as mudanças mais significativas levam mais tempo, isto é, para o Mundial no Japão que é uma das competições que qualifica para Tóquio 2020, teremos uma equipe muito mais competitiva.

Técnico dará cursos Brasil afora

O espanhol virá ao Brasil este mês. Ele aproveitará a vinda para ministrar palestras e cursos. Dueñas irá começar a programação por Goiânia (GO) no dia 20, depois segue para Florianópolis (SC) no dia 24, Manaus (AM) no dia 28, e Maceió (AL) no dia 2 de setembro. Cada curso terá duração de três dias. O conteúdo prático e teórico aborda fundamentos como a defesa, o papel do pivô, inferioridade numérica, sistemas de ataque, entre outros.

- Durante o curso, apresentarei algumas das minhas ideias de jogo que irei realizar com a Seleção. São ideias defensivas mais ativas, ideias ofensivas de jogo mais dinâmico, uma metodologia de ensino na formação de jogadoras e novas tendências de jogo col rico de ataque e defesa - disse Dueñas.

 

 

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