Alex Smith: da culpa por suicídio de melhor amigo a candidato a MVP da temporada
15/10/2017 | 11:22:34 Globoesporte.com
Foto: Harry How/Getty Images

Alex Smith é uma das provas de quê cada atleta tem seu próprio tempo para chegar ao auge. Aos 33 anos, o quarterback passou por muitas coisas até começar a viver a melhor temporada de sua carreira vestindo a camisa 11 do Kansas City Chiefs. Com cinco vitórias em cinco jogos, 11 passes para touchdown e nenhuma interceptação, o quarterback superou a tragédia do sucídio de seu melhor amigo, em 2008, fugiu do estereótipo de atleta e se firma como principal candidato ao prêmio de MVP desta temporada.

Nascido na pequena Bremerton, no estado de Washington, Smith nunca teve o porte físico que fizesse as pessoas imaginarem que jogaria futebol americano, seu pai, Douglas Smith, fez de tudo para afastar Alex da modalidade e sugeriu que ele seguisse carreira como corredor de provas longas. Os amigos apostavam na carreira acadêmica, em que Smith provavelmente teria sucesso, afinal não é qualquer um que se forma no curso de economia em dois anos, com apenas 21 de idade.

 

O caminho até o sucesso na NFL foi longo e espinhoso para o jogador, especialmente fora de campo. Terceiro de quatro filhos de Doug e Pam Smith, Alex sempre foi o mais cabeça-dura e teimoso dos irmãos, o que pode ter ajudado a perseverar no futebol americano mesmo quando todos apostavam contra o magrelo calouro de 1,52 que tentava ser o quarterback titular Helix Charter High School.

- Ser um atleta profissional não é algo que imaginávamos para nenhum de nós. Não somos de uma família com jogadores da NFL que possam dar o empurrão e ensinar todos os segredo - lembrou Josh Smith, um dos três irmãos de Alex, ao Kansas City Star.

Durante seus anos de colégio jogou para os olheiros das melhores universidades do país, mas não por causa de seu desempenho e sim porque dividia o gramado com Reggie Bush, o principal running back de sua geração. Como entregava a bola para Bush na maior parte das jogadas, não se destacou o suficiente para chamar a atenção de universidade com grandes programas esportivos. Recebeu alguns convites da Ivy League, divisão formada pelas principais universidades privadas do país em termos de ensino, mas que não se destacam na formação de atletas, como Harvard, Yale e Columbia. Acabou escolhendo a universidade de Utah apenas pelo sonho de seguir jogando futebol americano.

 


A teimosia que leva ao sucesso

 

O caminho até o sucesso na NFL foi longo e espinhoso para o jogador, especialmente fora de campo. Terceiro de quatro filhos de Doug e Pam Smith, Alex sempre foi o mais cabeça-dura e teimoso dos irmãos, o que pode ter ajudado a perseverar no futebol americano mesmo quando todos apostavam contra o magrelo calouro de 1,52 que tentava ser o quarterback titular Helix Charter High School.

- Ser um atleta profissional não é algo que imaginávamos para nenhum de nós. Não somos de uma família com jogadores da NFL que possam dar o empurrão e ensinar todos os segredo - lembrou Josh Smith, um dos três irmãos de Alex, ao Kansas City Star.

Durante seus anos de colégio jogou para os olheiros das melhores universidades do país, mas não por causa de seu desempenho e sim porque dividia o gramado com Reggie Bush, o principal running back de sua geração. Como entregava a bola para Bush na maior parte das jogadas, não se destacou o suficiente para chamar a atenção de universidade com grandes programas esportivos. Recebeu alguns convites da Ivy League, divisão formada pelas principais universidades privadas do país em termos de ensino, mas que não se destacam na formação de atletas, como Harvard, Yale e Columbia. Acabou escolhendo a universidade de Utah apenas pelo sonho de seguir jogando futebol americano.

 

Em Utah, se tornou um dos melhores quarterbacks do país e chamou a atenção dos scouters através dos Estados Unidos. Smith jura que só jogou uma partida na universidade sabendo seria escolhido no draft, o Fiesta Bowl de 2005, em que foi campeão, isso só porque um de seus irmãos conversou com um scout. Disputou com Aaron Rodgers o postou de primeiro quarterback escolhido e acabou selecionado pelo San Francisco 49ers na primeira posição geral do draft de 2005. Rodgers saiu apenas na 24ª posição.

 

Tragédia e culpa

 

Os primeiros anos de Alex Smith com o San Francisco 49ers passaram longe do que se pode chamar de sucesso. Foram 19 passes para touchdown e 31 interceptações. Além da briga pela vaga de titular do time, Smith precisou lidar com uma cirurgia no ombro. Iniciou a pré-temporada de 2008 mais focado do que nunca para retomar seu posto no time, mas um telefonema jogou tudo por terra. Uma ligação na madrugada trouxe a notícia de que o melhor amigo, David Edwards, estava morto. Havia cometido sucídio.

- O melhor amigo que eu tive, de longe, até aquele momento. Tenho meu irmão, mas ele (Edwards) era literalmente como um irmão para mim. Mas naquele momento eu estava tão consumido pela minha lesão no ombro e todos os problemas e tudo que eu pensava era `E se eu tivesse prestado um pouco mais de atenção? O que eu poderia ter feito?` Eu não tinha ideia de que ele estava ferido desta forma. Eu não tinha a menor ideia - lamentou o Alex.

 

 

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