Estamos conseguindo quebrar esse tabu, comemora árbitra baiana sobre preconceito
24/03/2018 | 10:01:08 Gabriel Rios
Foto: Divulgação / FBF

Ser árbitra no Brasil ainda é um tabu que muitas mulheres tentam quebrar. Daniella Coutinho Pinto, baiana de Feira de Santana, tem na arbitragem uma paixão que vem de berço. “Meu pai é um ex-árbitro da Federação Baiana de Futebol (FBF) e aos finais de semana ele sempre estava designado a alguma partida, e eu sempre o acompanhei. Isso despertou em mim um interesse muito grande pela arbitragem, foi quando eu decidi que era o que eu queria pra mim, informei a ele e ele me deu total apoio. Aos 17 anos eu me filiei à Liga de Feira de Santana e dois anos depois eu me tornei federada”, explicou.

 

Daniella iniciou a carreira há mais de 10 anos. Para ela, naquela época era mais difícil, porque as mulheres não pensavam em arbitrar. Porém, acredita que atualmente a situação tem sido revertida. “Pelo fato de eu ser mulher, sofri muito preconceito. Quando a mulher está no meio das atividades que são consideradas masculinas, ela vai sofrer preconceito, ao menos até ela conseguir provar que está ali pela capacidade. Mas felizmente, essa situação está sendo revertida e o preconceito que se sofria há 10 anos atrás não é mais o mesmo que acontece hoje. Estamos conseguindo quebrar esse tabu, provando dentro de campo com a mesma capacidade do masculino. Aliás, para atuar na arbitragem, independe o gênero, o que importa é a habilidade de exercer a atividade sem comprometer, e sim legitimar sempre os resultados. Felizmente, hoje posso lhe garantir que o preconceito tem diminuído gritantemente".

 

Em 2012, Daniella conseguiu ingressar na entidade máxima do futebol. “Quando ingressei no quadro da Fifa, tive minha primeira competição internacional na Bolívia, que foi a Sul-Americana sub-17. Depois eu atuei na Libertadores mais duas vezes. São competições que é o sonho de qualquer árbitro. Todo árbitro sonha em chegar à entidade máxima do futebol. Graças a Deus eu consegui, me realizei como profissional. A emoção de atuar em um quadro da Fifa é indescritível, com certeza é o que todo árbitro almeja. Sou inteiramente grata a minha federação, por ter apostado em mim, à CBF por ter confiado em mim, por ter me indicado para atuar nessas competições internacionais. Eu desejo dar continuidade e com certeza é o que eu farei”, explicou.

 

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