O Cara da Copa: completo como máquina, CR7 caça títulos e leva Portugal ao topo
10/06/2018 | 11:28:37 Globoesporte.com
Foto: REUTERS/Rafael Marchante

Em Portugal, os antigos monumentos lembram os portugueses que descobriram os caminhos do mar. Os novos lembram o português que mudou sua forma de jogar para descobrir o caminho do gol. Aos 33 anos, Cristiano Ronaldo vai para sua quarta Copa do Mundo, desafiando o tempo e sua forma física. E, numa mistura de futebol com poesia, a série “O cara da Copa” do Esporte Espetacular analisou os últimos quatros anos, o ciclo de Copa, do craque português – um caçador de títulos e recordes no Real Madrid, que ascendeu a categoria de herói quando levou Portugal ao topo da Europa, na conquista do inédito título da Eurocopa em 2016.

 

- Estou consciente de que aquilo que eu venho fazendo no futebol tem uma marca, vai ficar como uma marca – disse Cristiano Ronaldo em entrevista à Uefa.

 

Na Ode Triunfal, um dos poemas mais famosos do poeta português Fernando Pessoa ilustra bem a personalidade de Cristiano Ronaldo: “Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo. Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime. Ser completo como uma máquina.” Louvado na Espanha onde joga pelo Real Madrid, faltava a máquina de número 7 um título de expressão com Portugal, que veio com data marcada e muito sofrimento. Na decisão da Euro 2016 contra a França, o craque saiu de campo machucado aos 23 minutos, mas os lusos aguentaram pressão até prorrogação e ganharam por 1 a 0, com gol do reserva Eder no Stade de France.

- O dia 10 de julho de 2016 representa o dia mais feliz da história do futebol português, o dia mais feliz da vida de milhões de portugueses e o dia mais feliz na vida de Cristiano Ronaldo – destacou o jornalista português Nuno Luz.

Há nove temporadas jogando na Espanha, CR7 eleva sua notável performance cada vez que entra em campo pelo Real Madrid. Os gols inesquecíveis, os recordes e a conquista de títulos importantes nos últimos quatro anos em todos os níveis reforçam a impressão de que o craque português entrou de vez na galeria dos gênios eternos do futebol. E aplaudir de pé, nesse caso, não é força de expressão. É uma descrição literal.

- Em teoria no futebol, ele estaria entrando numa curva descendente, mas não. Continua fazendo o mesmo número de gols, continua crescendo. Então, realmente é de tirar o chapéu, aplaudir de pé – disse Kaká sobre o amigo com quem jogou junto no Real Madrid de 2009 a 2013.

 

 

 

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