Foto: Reuters A Bélgica é um país pouco maior do que o estado de Alagoas, mas com dois idiomas bem diferentes – o francês, ao sul, e o holandês (também chamado de língua flamenga no território belga), ao norte. Diante disso, natural a curiosidade dos jornalistas estrangeiros: qual a língua falada pelos jogadores?
Coube ao volante Axel Witsel, natural de Liège, terceira maior cidade da Bélgica e onde o francês é mais falado, revelar que, na verdade, eles se comunicam num terceiro idioma:
– Na maioria do tempo é em inglês. Não há um problema. Todos somos belgas e nos entendemos bem.
Acrescenta-se aí o fato de o técnico ser espanhol (Roberto Martínez, ex-treinador do Everton) e de 12 dos 23 jogadores da seleção belga atuarem na Inglaterra.
Com 29 anos, Witsel é um dos jogadores mais experientes da promissora geração belga. Titular absoluto do meio-campo, e remanescente do elenco que disputou a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o volante do Tianjin Quanjian, da China, vê o time da Bélgica cada vez mais seguro, pronto para alçar voos maiores na Rússia:
– Sentimos isso no jogo contra o Panamá, o primeiro jogo não é fácil. Contra um time fechado, tivemos paciência, ficamos calmos e conseguimos encontrar uma maneira de ganhar o jogo.
Witsel é presença certa no time que enfrenta a Tunísia, às 9h (de Brasília) neste sábado, na arena do Spartak, em Moscou. O técnico espanhol Roberto Martínez não quis adiantar a escalação, mas a tendência é que mantenha a formação que bateu o Panamá por 3 a 0, mantendo no banco os zagueiros Vermaelen e Kompany, em recuperação física:
Courtois; Alderweireled, Boyata e Vertonghen; Meunier, Witsel, De Bruyne e Carrasco; Mertens e Hazard; Lukaku.