Foto: Thierry Gozzer Dois anos após a Olimpíada, a raia de Deodoro reencontra os melhores do mundo. A partir desta terça-feira, 25, a elite da canoagem slalom e 15 medalhistas olímpicos duelam no Parque Radical. A realização da competição no Rio de Janeiro, contudo, passou por solavancos financeiros. Quando se comprometeu com o Mundial, há quase dois anos, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) contava com parceiros que davam segurança ao projeto. De lá para cá, porém, teve uma diminuição em seu orçamento e precisou de ajuda. Menos de um mês antes das disputas, o Ministério do Esporte entrou com R$ 1,3 milhão e "salvou" o torneio. A dúvida preocupou os canoístas brasileiros, mas Ana Sátila, um dos expoentes do país na modalidade, acredita que as dificuldades, ruins, ainda são reflexo do crescimento de um esporte em busca da redenção.
"No meu ponto de vista, ainda falta resultado. Acredito que o Brasil pode conseguir muito mais do que a gente já conquistou. Ainda temos que provar. Mas é uma vantagem grande terem pensado no Mundial aqui logo depois dos Jogos. Isso nos deu a oportunidade de treinar aqui depois da Olimpíada, ninguém sabe o que seria se não houvesse esse Mundial"
O Mundial não é importante apenas para os atletas do Brasil. É uma chance de reutilizar um legado olímpico. Após a Paralimpíada, em 2016, o Parque Radical de Deodoro foi fechado e assim ficou até setembro de 2017, com pouquíssima manutenção. De dezembro de 2017 até março de 2018, foi usado pela seleção brasileira como CT. Em junho, ficou sem energia elétrica por falta de pagamento junto à Light. E desde 10 de setembro tudo está ok, com a pista liberada e reparos feitos para o Mundial. Além disso, desde o fim do primeiro semestre a área passou a ser usada pelo Sesc em parceria com a subsecretaria do legado olímpico, em projetos para a população dos arredores.