No Ypiranga, Thaís destaca apoio de Apodi e busca fortalecimento do futebol feminino
05/10/2018 | 13:12:58 Glauber Guerra / Leandro Aragão
Foto: Francisco Galvão

Amante do futebol, a jogadora Thaís Lobo já usa sua habilidade nos gramados há 15 anos. Para a atleta, de 26 anos, a frase usual dos boleiros é lema: "não importa a posição, o treinador pode até me colocar no gol, o que eu quero é jogar". Atualmente no Ypiranga se preparando para o Campeonato Baiano Feminino, ela fala sobre jogar em posições distintas.

 

"Eu sou versátil. No Campeonato Baiano agora, eu vou agarrar, vou jogar de goleira. No ano passado, eu estava na Chapecoense e jogava na lateral-direita", disse em entrevista ao Bahia Notícias.

Thaís jogou na Chapecoense em 2017, quando o seu marido, o lateral-direito Apodi, defendia o clube catarinense. Apesar de estar sempre acompanhando o atleta, que agora está na Arábia Saudita atuando no Ohod, ela não abre mão de disputar seus campeonatos antes de embarcar para o próximo desafio da vida itinerante de um jogador profissional de futebol. No entanto, a questão não é tabu para o casal, que sempre encontra uma solução para esse contratempo imposto pela vida.

 

"Ele me apoia sempre. Muitas vezes ele vai jogar fora, aí eu atraso minha ida para lá, por conta dos campeonatos que tem aqui. Quando ele foi para o Sport mesmo, eu fiquei aqui dois, três meses disputando o Campeonato Baiano. Aí quando terminou, eu fui para Recife. Ele me incentiva muito e várias vezes ele abre mão das coisas para eu poder estar jogando também. Até porque antes de conhecê-lo, eu já jogava, então ele é bem paciente em relação a isso. E me apoia também", explicou. "Agora ele está na Arábia Saudita. Lá é bastante complicado para poder entrar no país. Eles são muito rigorosos, por causa da religião deles. Como tem que ter visto, isso demora bastante. Mas, graças a Deus, tudo se encaixou. A gente está correndo atrás do visto ainda para eu poder ir e enquanto isso dá para eu jogar o Campeonato Baiano que termina no dia 9 de dezembro. Vai ser o tempo certinho que sai o visto para eu poder ir para lá ficar com ele", completou.

 

Thaís começou no futebol aos 11 anos de idade levada pelo pai para jogar nas categorias de base do Vitória. Dos gramados, ela migrou para a quadra de futsal. Mas depois foi jogar no São Francisco do Conde, a convite de Mário Augusto, dirigente e técnico do time. No Ypiranga, Thaís reencontrou o técnico Francisco Cardoso, conhecido como Quinho. Eles trabalharam juntos no Bahia.

 

"Fui para o México, porque Apodi foi jogar no Querétaro, time de lá. Aí fui com ele e deixei o São Francisco. Quando eu retornei fui jogar no Bahia e foi onde eu conheci Quinho", contou.

 

O comandante também rasga elogios para a atleta. "Thaís é bastante dedicada. Tem mostrado um comprometimento muito grande nos treinos e com certeza vai nos ajudar bastante", disse.

 

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