Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro Após o empate do Cruzeiro por 1 a 1 contra o Boca Juniors, que culminou na eliminação do time mineiro da Copa Libertadores, a maioria dos jogadores do Cruzeiro saiu em silêncio do campo, misturando revolta com a arbitragem do uruguaio Andrés Cunha com insatisfação pela queda no torneio continental.
No semblante dos atletas, foi possível ver o choro de Thiago Neves, e Robinho visivelmente emocionado. Ao contrário dos demais, Egídio preferiu ir aos microfones e disparou contra a arbitragem.
"A impressão é que o juiz brincou com o jogo, eu estava no lance, a bola bateu na mão do cara caído no chão. É vergonhosa a arbitragem, eu falei com ele, `a culpa foi sua`", disparou o lateral, diretamente envolvido no lance que o Cruzeiro pediu um pênalti, não marcado pelo uruguaio Andrés Cunha.
O Cruzeiro se queixa de vários lances. O primeiro deles aconteceu antes do primeiro tempo. Arrascaeta foi derrubado na área, mas Andrés anulou o pênalti por causa de um impedimento. Barcos ainda chegou a balançar as redes, mas a arbitragem pegou falta de Dedé.
No segundo tempo, Dedé acabou fazendo uma falta no meio-campo, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Por fim, o Cruzeiro reclamou de outro pênalti não marcado dentro da pequena área, quando a arbitragem pegou falta de Egídio no adversário.
Apesar da eliminação, a torcida soube reconhecer a luta do time e valorizou a entrega dos jogadores, aplaudindo a equipe e gritando `time de guerreiros`. O lateral Edílson parabenizou seus companheiros.
"O choro do Thiago (Neves) é o choro de todos nós. Decepção por não conseguir passar para a semifinal. O time jogou bem hoje. Nos doamos e entregamos ao máximo, mas não conseguimos. O torcedor está de parabéns. Temos que elogiar e dar parabéns. O sentimento é de decepção total", disse.