José Maria Marin é condenado a devolver mais de meio milhão de reais para Conmebol e Fifa
21/11/2018 | 10:40:54 Martín Fernandez
Foto: Amr Alfiky / Reuters

Condenado por corrupção no futebol e preso nos EUA, o ex-presidente da CBF José Maria Marin terá que devolver sozinho US$ 137.532,60 (cerca de R$ 519 mil) para as entidades que se sentiram lesadas por seus crimes – US$ 118 mil para a Conmebol e US$ 19.532,60 para a Fifa. A decisão do Tribunal Federal do Brooklyn, onde corre o "caso Fifa" foi divulgada na noite desta terça-feira.

Os valores são referentes a salários e benefícios (como diárias e passagens, por exemplo) pagos ao dirigente entre 2012 e 2015, quando ele ocupou cargos nessas entidades. A CBF também poderia ter algum dinheiro a receber, mas a confederação não se declarou vítima no processo.

A decisão da juíza Pamela Chen também determina quanto dinheiro a Fifa, a Conmebol e a Concacaf têm direito a receber de outros réus. Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol e condenado no mesmo julgamento que Marin, terá que devolver US$ 356.368,12 (R$ 1,34 milhão). Os dois cartolas ainda precisam dividir uma restituição de US$ 24 mil para a Fifa (R$ 90,7 mil).

 

No total, as entidades que se sentiram lesadas pelo "Caso Fifa" vão ter direito a receber dos réus quase US$ 2,8 milhões (R$ 10,58 milhões). A quantidade é muito inferior aos quase US$ 150 milhões (R$ 567 milhões) que Fifa, Conmebol e Concacaf haviam pedido. A juíza Chen considerou exagerados os pedidos de restituição das entidades que se declararam vítimas no processo.

Marin foi condenado em dezembro de 2017 por seis crimes de corrupção no futebol. Ele foi acusado de embolsar ilegalmente US$ 6,5 milhões em contratos de direitos comerciais da Copa do Brasil, da Taça Libertadores e da Copa América. Aos 86 anos, o ex-presidente da CBF cumpre pena numa prisão de segurança mínima no estado da Pensilvânia. Ele se diz inocente e recorre.

 

 

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