Com desafio gigante pela frente, Brasil estreia no Mundial de handebol diante da França
10/01/2019 | 12:13:48 Thierry Gozzer
Foto: Reuters

O caminho será complicado. Em um grupo cascudo e difícil. Diante de Alemanha, Rússia, Sérvia, França e da Coreia Unificada, o Brasil começa nesta quinta-feira a sua trajetória no Campeonato Mundial de handebol masculino. A partir das 15h30 desta sexta-feira a seleção brasileira, no Grupo A do torneio, terá pela frente logo de cara os franceses, atuais campeões do mundo. Brigar por título é quase uma utopia, mas o Brasil tem sonhos. Além de fazer frente aos europeus, a intenção é cumprir a melhor campanha da história. Até hoje, o país não conseguiu avançar das oitavas de final, onde é presença constante, mas sempre acaba derrotado.

- Esse Mundial é diferente, já que acabaram com as oitavas. Teremos a primeira, a segunda fase e depois às semifinais. Nosso objetivo é alcançar a segunda fase e depois ver o que pode passar. Estamos em um grupo bem difícil, talvez o mais complicado, porém temos totais condições de brigar por uma das três vagas na segunda fase - disse Thiagus Petrus, capitão da seleção e jogador do Barcelona.

O Mundial deste ano será dividido entre a Alemanha e a Dinamarca. O Grupo A, do Brasil, será jogado em Berlim. Em 2017, o Brasil foi até as oitavas de final e caiu por 28 a 27 para a Espanha, em jogo disputadíssimo e decidido na última bola. Foi assim também em 2015, no Catar, quando perdeu da Croácia por 26 a 25, em confronto até hoje com arbitragem contestada. Na Olimpíada Rio 2016, a campanha foi satisfatória. O time perdeu nas quartas de final, justamente para a França.

Diferentemente de 2017, o Mundial não terá mais o formato de mata-mata após a primeira fase. O torneio é disputado por 24 seleções em quatro grupos com seis equipes em cada um. As três primeiras de cada chave, somando 12 seleções, avançam para o Main Round, quando serão divididas novamente em duas chaves com seis equipes. Nesse segundo momento, os dois melhores países dos grupos I e II avançam às semifinais, com o cruzamento das chaves. O campeão mundial garante um lugar em Tóquio 2020.

 

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