Foto: Divulgação/FIBA Alex Garcia saboreia cada segundo na seleção brasileira. Aos 38 anos, o ala-armador sabe que sua história vestindo verde e amarelo está nos últimos capítulos. Insaciável, parece um garoto em começo de carreira. E diante de Ilhas Virgens e República Dominicana, ele retorna ao time de Aleksandar Petrovic após longos meses em recuperação depois que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Assim, o "Brabo" estará em quadra nesta quinta-feira, às 20h, com transmissão do SporTV, diante das Ilhas Virgens, em jogo que pode carimbar a vaga com tranquilidade a vaga do Brasil na próxima Copa do Mundo, em setembro. O ciclo de Tóquio 2020 é o último, e o paulista espera se despedir com mais uma Olimpíada no currículo, deixando um legado para a próxima geração que aos poucos já começa a dividir a atenção com os veteranos.
A primeira grande competição com a seleção brasileira foi em 2002, no Mundial de Indianápolis, nos Estados Unidos. Buscando espaço, começou ali uma trajetória que até aqui soma 112 jogos oficiais em torneios Fiba (estatística do site da entidade) e 36 competições incluindo as disputas pelos clubes que defendeu. Também jogou quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas. Em setembro, provavelmente estará em sua última Copa do Mundo, na China, já com 39 anos, e mesmo fominha, o "Brabo" se diz grato por tudo que viveu na carreira.
- Eu fico feliz por tudo que vivi. Comecei no basquete de um lado diferente, mais defensivo. E isso me deu tudo que eu tenho até hoje. Então, sei que pelo lado defensivo você não tem muita glória e não é tão visto. Mas sempre fui tranquilo com relação a isso. Sempre falei que marcar o Ginóbili e não deixar ele pontuar era o mesmo que jogar e fazer 30 pontos. Isso me deixa feliz, realizado. Então a minha carreira inteira foi pensando nessa parte. E lógico. Acaba favorecendo pelo porte físico, velocidade, você se sobressai em algumas coisas. Sou feliz pela carreira que tive. Fui vitorioso onde passei. Me sinto orgulhoso de mim mesmo - conta Alex.