Foto: Fotojump Um dia após criticarem a decisão do Brasil Open em não contemplar ao menos um deles com um convite para a chave principal, Rogério Dutra Silva e Thomaz Bellucci voltaram a se posicionar sobre o assunto. Os paulistas confirmaram que vão atuar na chave de duplas após terem feito uma bela campanha no Rio Open, onde foram vice-campeões, mas seguiram chateados com a decisão de ficarem fora da chave de simples - uma vez que não poderiam jogar o qualifying por conta da final do torneio carioca, realizada neste sábado.
Rogerinho lembrou um caso recente, quando Thomaz Bellucci pediu um convite para jogar no ATP de Gstaad, na Suíça, torneio onde ganhou dois títulos na carreira, mas acabou rejeitado mesmo para o qualifying. Na ocasião, a competição preferiu priorizar os tenistas locais. Conceito esse que o paulista acredita que deveria ser usado pelo Brasil Open com eles. Afinal, Pablo Cuevas, uruguaio, recebeu um wild card por não ter se inscrito a tempo no torneio paulista. Ainda, ele poderia ter entrado como "special exempt", uma vez que fez semifinal no Rio.
- Volto a falar. Acho que é por isso que o tênis brasileiro está onde está. Vou ressaltar que isso não é nada contra o Cuevas, quero deixar isso bem claro. Mas, o Thomaz é ex-número 21 do mundo, já fez semifinal, eu fiz quartas no ano passado... Como falei, a gente conta isso para os outros jogadores e é motivo de chacota. Ano passado, o Thomaz pediu um convite em Gstaad, onde já foi campeão duas vezes, e não deram nem para o quali. E aqui, um jogador brasileiro, de São Paulo, não recebe. É muito fácil criticar e não ajudar - disse Rogerinho.
Bellucci ainda explicou que os dois conversaram antes de tomarem a decisão de rumar a São Paulo para a disputa do torneio depois do desgaste ocorrido nos últimos dias. Ele ainda questionou o uso de dinheiro público através de Lei de Incentivo, que deveria servir para incentivar o esporte brasileiro. Na opinião do paulista, o torneio deveria se esforçar ao máximo para contemplar tenistas do país na chave principal e no qualifying da competição.
- Não foi uma decisão fácil para nós jogarmos lá depois de tudo que aconteceu. A gente é profissional e tem que jogar independente de quem estiver organizando. Vamos jogar onde nascemos, crescemos, então vamos dar nosso melhor. E acho que não temos mais que pensar nisso, é irrelevante. Não temos também nada pessoal contra ninguém, é mais pela questão do conceito. Essas empresas promovem o torneio a maior parte com lei de incentivo. E cadê o incentivo para o tênis brasileiro? - indagou Bellucci.