Foto: Reprodução / SporTV A Confederação Brasileira de Futebol remarcou a partida entre Aparecidense-GO e Ponte Preta, pela primeira fase da Copa do Brasil depois de o STJD ter anulado a vitória do clube goiano por 1 a 0, no duelo que aconteceu no dia 12 de fevereiro.
O Tribunal entendeu que teve interferência externa na partida e por isso, no último dia 22 de fevereiro, por 5 votos a 4, aceitou a reclamação da Ponte Preta. A polêmica é por conta do gol de Hugo Cabral, que inicialmente foi anulado por impedimento, mas o juiz voltou atrás na marcação depois de um tempo.
Na última terça-feira (12), Paulo César Salomão, presidente do STJD, enviou ofício à CBF para que fosse remarcada a partida, podendo violar o artigo 223 do CBJD. O Departamento de Competições da CBF remarcou a partida para o dia 3 de abril, às 19h15, no Estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia.
O Aparecidense impetrou com uma Medida Inominada contestando a formação do tribunal para apreciar a reclamação da Ponte Preta, pedindo anulação do jogo. Acontece que o presidente do STJD alegou falta de quórum e cancelou a sessão, que será remarcada para outra data.
"Trata-se de Medida Inominada aforada pela AA Aparecidense na qual teve seu julgamento marcado para o dia 14 de março de 2019, às 11h, na sede do STJD. Tendo em vista a impossibilidade de quórum para julgar tal demanda, determino que o Departamento Geral de Competições da CBF designe a data da nova partida, imediatamente, sob pena de infração ao Art. 223 do CBJD. Determino o adiamento do processo para a próxima pauta de julgamentos do Pleno do STJD", disse o presidente do STJD através de comunicado.
Caso o Pleno entenda que a formação do tribunal para o julgamento do último dia 22 estava irregular, o STJD vai ter que remarcar o julgamento para o pedido da Ponte Preta de anulação da partida e, este novo julgamento decidirá pela manutenção ou não do resultado da partida.
Se o Pleno julgar improcedente a contestação da Aparecidense, existem outros recursos disponíveis para recorrer até chegar à Corte Arbitral da Fifa, na Suíça. Tudo isso é acompanhado pela CBF com muita apreensão, já que existe um risco de os desdobramentos provocarem uma paralisação na Copa do Brasil.