Termômetro do Pan: favorita, canoagem brasileira briga pela liderança continental em Lima
07/05/2019 | 10:10:05 Bruno Ribeiro
Foto: Rodolfo Vilela rededoesporte

O Brasil é favorito para liderar o quadro de medalhas na canoagem dos Jogos Pan-Americanos, que têm início no fim de julho, em Lima, no Peru. Os números da canoagem serão essenciais para as possibilidades do país ficar em segundo lugar no quadro geral de medalhas, e bater o recorde histórico de ouros, que é de 52, em 2007.

Com Isaquias Queiroz favorito no C1 1000m, Ana Sátila o principal nome tanto no C1 como no Extreme, e uma lista de candidatos ao ouro em outras categorias, a canoagem tem tudo para ser uma das cinco maiores modalidades do país na competição. A expectativa é que a natação seja a que mais ganhe medalhas.

O GloboEsporte.com tem feito uma projeção de medalhas do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2019, que terão início dia 26 de julho(veja aqui a projeção para o judô, aqui a da natação e aqui a expectativa geral). A expectativa é que o país conquiste entre 48 e 52 medalhas de ouro. Para a canoagem, projetamos cinco medalhas de ouro e um total de 13 pódios. Importante lembrar que a equipe de velocidade ainda não foi divulgada. Vamos às expectativas:

 

O Brasil é superfavorito em duas provas: o C1 1000m com Isaquias Queiroz e o C1 da canoagem slalom com Ana Sátila. Claro que ninguém ganha uma medalha antes do início da competição, mas perder o título nestas provas seria uma grande decepção.

Isaquias Queiroz foi vice-campeão olímpico nesta prova no Rio, bronze nos dois últimos Campeonatos Mundiais, e é o atual campeão dos Jogos Pan-Americanos. Como comparação, no Mundial do ano passado, o canadense Mark Oldershaw foi o segundo melhor do continente, terminando em nono, quase 10s atrás de Isaquias.

Já Ana Sátila, no C1, é a atual campeã dos Jogos Pan-Americanos, foi bronze no Mundial de 2017 e finalista no Mundial de 2018. Fazendo a mesma comparação, no Mundial do ano passado, a segunda melhor colocada das Américas em sua prova foi a argentina Oceane Baylacq, em 39º.

Grandes chances de ouro
Além do C1, Ana Sátila aparece com enorme chance de título no Extreme, prova que é atual campeã mundial. Importante lembrar que essa disputa não acontece em Jogos Olímpicos e que todas as atletas do país (Ana, Omira e Marina) poderão disputar as eliminatórias, mas só uma delas vai para a final. O país terá grandes rivais no Pan nesta prova, já que uma canadense, uma argentina e uma americana ficaram entre as dez primeiras colocadas no Mundial.

O C2-1000m deve ter um embate digno de final olímpica. Erlon Souza e Isaquias Queiroz, que devem fazer a dupla brasileira, vão ter pela frente os cubanos Serguey Torres e Fernando Enrique, atuais vice-campeões mundiais.

 

 

 

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