Foto: Pedro Martins/Azeite Royal Virou ritual. No término do aquecimento pré-jogo, enquanto os outros atletas estão a caminho do vestiário, a linha de defesa (Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís) se abraça no meio do campo e conversa. Um momento para repassar o que foi treinado e combinar detalhes de qual será a estratégia para tentar anular o ataque adversário. Tem dado certo.
A evolução defensiva do Flamengo pode ser medida pelos números. Nos últimos cinco jogos, incluindo a partida de volta com o Internacional, pela Libertadores, a equipe levou apenas dois gols. Rodrigo Caio, convocado para seleção brasileira, contou que o ritual antes das partidas serve também para que eles entrem em campo mais atentos.
- É uma coisa natural que nasceu de nós quatro. Tem dado certo. É uma forma de mentalizarmos coisas positivas, conversarmos sobre alguns detalhes que treinamos, sobre o que precisamos fazer. A gente entra mais ligado. Queremos dar consistência ao time. A cobrança em cima dessa linha da defesa vai ser sempre maior, não só dos dois zagueiros. Quando time não está bem, sobrecarrega - disse o zagueiro.
Antes da parada da Copa América, o Flamengo levou nove gols em nove rodadas do Brasileiro. Na era Jorge Jesus, são dez gols sofridos em 11 partidas e o time dá sinais de que conseguiu equilibrar seu potente ataque, o melhor da competição, com uma sistema defensivo mais sólido.