Foto: Getty Images Quatro dias depois, o time mineiro foi goleado por 4 a 1 em casa pelo Grêmio, e Ceni retrucou dizendo que seu atleta havia dado aquela declaração por “ter visto um amigo no banco”. Ele se referia ao lateral-direito Edilson, que foi preterido em relação ao improvisado meio-campista Jadson.
Thiago Neves foi para o banco no jogo seguinte, contra o Palmeiras, situação que se repetiu diante do Ceará. O grupo de jogadores, entretanto, está do lado do companheiro.
Há também os problemas com a diretoria do Cruzeiro, que é investigada pela polícia e já teve seu dirigente Itair Machado afastado pela justiça ainda em julho. Ele voltou no dia 4 de setembro, quando conseguiu derrubar a liminar que o impedia de trabalhar.
Após a goleada sofrida contra o Grêmio, por exemplo, Ceni não garantiu que ficaria no clube e sugeriu uma falta de apoio de seus superiores.
“Respaldo é uma coisa muito importante. Às vezes as pessoas preferem que continue dessa maneira. Eu não consigo dessa maneira. Eu perdi muito, mas não nasci para perder. Não nasci para tomar duas pancadas seguidas como essas. É a reputação da gente que entra em jogo”, disse Ceni, ainda no início do mês de setembro.
O treinador seguiu no clube e até mudou seu discurso, mas a relação não melhorou. Agora, ela foi encerrada pela diretoria.
Com 19 pontos em 21 rodadas, o Cruzeiro ocupa atualmente a 16ª colocação no Campeonato Brasileiro e está apenas uma posição acima da zona de rebaixamento . O próximo compromisso é nesta segunda-feira, dia 30, diante do Goiás, em Goiânia.