Foto: Reprodução A demissão do gerente de futebol Paulo Pelaipe, através de um email e sem a anuência do vice de futebol Marcos Braz e do diretor Bruno Spindel, esquentou a guerra fria política que toma conta do Flamengo e agitou os bastidores em um momento crucial.
Após mais uma interferência da presidência no futebol, a segunda em menos de um mês, a expectativa é saber quais serão as consequências da saída do gerente e qual será a reação de Jorge Jesus, que há três dias jantava em Lisboa com Pelaipe para planejar o 2020 do Flamengo.
A decisão de demitir Pelaipe, que havia sido comunicado em dezembro que seu contrato seria renovado, foi tomada pelo presidente Rodolfo Landim e pelo vice de relações exteriores, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, com apoio de outros vices, como Gustavo Oliveira, de comunicação e marketing. CEO do clube, Reinaldo Belloti também deu seu aval para a mudança. O ex-gerente foi acusado de vazar informações sobre a polêmica da premiação, no Catar, durante o Mundial de Clubes.
Landim confessou aos seus pares que acabou sendo exposto junto à opinião pública com a divulgação do problema interno.
Marcos Braz e Bruno Spindel não foram informados por Landim da decisão. Só tomaram conhecimento da demissão pelo próprio Pelaipe. Mesmo com essa queda de braço, Braz não cogita deixar a vice-presidência de futebol. Ainda não existe um nome em pauta para ser o novo gerente.