Após punição, Cruzeiro ainda tem débito a ser pago na Fifa este mês
20/05/2020 | 12:30:31 emcimadolance
Foto: Reprodução

Condenado pela Fifa à perda de seis pontos na próxima Série B do Brasileiro, o Cruzeiro ainda terá mais uma ordem de pagamento a cumprir em maio: trata-se da compra do atacante Willian, ainda em 2014, vindo do futebol ucraniano. O pagamento precisa ser feito até o dia 29. É só um da extensa lista de casos que o clube acumula na Fifa. São dívidas pela contratação de jogadores, em negociações internacionais, proteladas desde 2014. Para piorar, a pandemia ainda acarretou uma queda drástica de receitas do clube, que acumula atrasos no pagamento de salários.

Desde 2014, ano que marcou o bicampeonato brasileiro, o Cruzeiro realizou compras fora do país e, na maioria dos casos, não quitou os acordos realizados. A dívida pela compra do atacante Willian, cobrada pelo Zorya Luhansk, é de 1.462.500 euros (cotação hoje em R$ 9 milhões aproximadamente). O caso envolve falência do clube ucraniano e até falsificação de documentos.

Mais duas ordens de pagamento são aguardadas para o segundo semestre: da compra do zagueiro Kunty Caicedo, do Independiente del Valle, e do meia Arrascaeta, do Defensor. O defensor foi contratado em 2016, enquanto o meia chegou em 2015. Ambos já estão fora do clube. O Cruzeiro divulgou um balanço dos valores que seriam discutidos na Fifa nos próximos meses.

No fim de janeiro, o Cruzeiro revelou que precisaria quitar, entre este ano e 2022, R$ 52 milhões em débitos desses processos. Para azar do clube, com a valorização de moedas estrangeiras frente ao real, essa dívida supera os R$ 81 milhões, dos quais R$ 36,6 precisam ser pagos ainda no primeiro semestre, R$ 43,7 milhões no segundo semestre e R$ 1,1 milhão em 2021. A dívida total teve um aumento em torno de 55% em relação ao que foi divulgado em janeiro.

A situação preocupa ainda mais por causa da drástica queda de receitas no clube, que perdeu com arrecadação em relação aos associados e também com contratos de patrocinadores suspensos.

– Estamos vivendo um momento de exceção, em que o mundo está sofrendo com as consequências desta crise com o Coronavírus. Todos sabem da falta de recursos do Cruzeiro, e o clube teve suas receitas ainda mais comprometidas pela situação de pandemia – explicou Sandro Gonzalez, CEO do clube, sobre o momento vivido. Por GE.

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