Cruzeiro se envolve em mais um caso de polícia
25/05/2020 | 00:39:53 emcimadolance
Foto: Reprodução

Na próxima terça-feira, as suspeitas de irregularidades em contratos envolvendo o Cruzeiro, divulgadas pela Globo, completam um ano. Ainda não há conclusão do inquérito instaurado pela Polícia Civil e com acompanhamento do Ministério Público de Minas Gerais. Um dos braços da investigação é em relação ao contrato firmado entre Cruzeiro e o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado.

Os investigadores suspeitam que as testemunhas dos dois primeiros contratos assinados com o empresário – Itair Machado e Sérgio Nonato, então dirigentes do Cruzeiro – possam ter se beneficiado do acordo, recebendo valores, em um esquema conhecido como “rachadinha”. As investigações sobre essa possível irregularidade continuam.

A suspeita da Polícia tem como base o segundo contrato firmado entre as partes em 3 de abril de 2018, um mês depois do primeiro acordo, em que Cruzeiro afirma não ter condições de pagar o empresário (mesmo ainda com prazo até o fim de 2018 para efetuar o pagamento) e cede porcentagens dos direitos econômicos de 10 jogadores, inclusive de uma criança, hoje com 13 anos, como forma de pagamento.

Domiciano Monteiro, chefe da Divisão Especializada em Investigação de Fraudes da Polícia Civil, em entrevista à Globo, não informou detalhes da investigação, que corre em sigilo, mas disse que estão em estágio avançado.

– As investigações estão tramitando na Primeira Delegacia Especializada de Investigação de Fraudes, com acompanhamento do Ministério Público. As investigações estão em estágio avançado, já foram feitas diversas diligências.

O Ministério Público emitiu nota, na última quinta-feira, informando que apura cinco crimes que podem ter sido cometidos por ex-dirigentes: falsificação de documentos, falsidade ideológica, apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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