Foto: Reprodução Nunca antes na história do UFC uma lutadora defendeu dois cinturões de pesos diferentes. É o que pode conseguir a baiana Amanda Nunes, primeira atleta da franquia a reinar em duas categorias. Campeã no peso-galo (61 kg) e peso-pena (66 kg), ela encara a canadense Felicia Spencer na madrugada deste domingo (7), no horário de Brasília. A luta, que faz parte da classe dos penas, é a principal do card do UFC 250 realizado em Las Vegas. Na entrevista coletiva virtual, ela não escondeu a empolgação para atingir o feito.
"Eu irei me tornar (a única a defender dois cinturões) e é continuar fazendo história. É isso que nos move no esporte. Escolhi o esporte por amor, faço tudo com carinho e amor pelo esporte e ele me dá de volta tudo o que eu botei em prol dele. É muito trabalho, esforço e muito amor. Eu já sou a melhor, provei e venho provando isso. Agora é só consolidar, fazer meu trabalho e defender meu título", afirmou.
Esta é a primeira vez que Amanda defenderá o cinturão do peso-pena conquistado em dezembro de 2018 ao nocautear a também brasileira Cris Cyborg. Depois disso, ela manteve o título do peso-galo em duas apresentações subsequentes. A baiana é campeã dessa categoria desde a vitória sobre a norte-americana Miesha Tate em 2016. Nesse meio tempo, ela também venceu outros grandes nomes do UFC feminino como Ronda Rousey, Valentina Shevchenko e Holly Holm.
Além do feito histórico, Amanda Nunes tem uma motivação extra para vencer Spencer. Sua noiva, a também lutadora americana Nina Ansaroff está grávida da primeira filha do casal, Reagan, cujo nascimento é esperado para setembro.
"Isso é algo que me motiva. Ver minha família crescer e viver essa vida diferente será uma grande experiência. Felicidade é a melhor coisa que terei com meu bebê ao meu lado. Muita gente tem problema com ser mãe, mas eu não. Sinto que é algo que te ajuda a crescer como pessoa, como humano. Você começa a ter uma outra coisa para pensar", disse.
A luta contra Spencer será a última antes da baiana se tornar mãe.
ADVERSÁRIA MATEMÁTICA
Se Amanda Nunes está confiante numa vitória, o mesmo pode se dizer da sua adversária Felicia Spencer, de 29 anos. Feenom, como a canadense foi apelidada, projeta vencer a luta com uma finalização e pôr fim ao reinado da baiana no peso-pena.
"A maioria das minhas lutas terminam no chão, o que não é tão comum nas categorias femininas. Amanda, geralmente, enfrenta adversárias da trocação, o que não quer dizer que vou levá-la imediatamente para o solo ou que só me sinto confortável lá. Cresci fazendo taekwondo e na trocação. Comecei aos 12 anos no grappling, fiz jiu-jítsu, sei que muitos fãs do Brasil podem gostar disso. Espero só que não me odeiem muito quando eu vencer", disse em entrevista ao site GloboEsporte.com. "O ideal é acabar a luta o mais rápido possível, no primeiro round. É o que sempre tento, mas Amanda não é a campeã por acaso. Estou pronta para uma batalha de cinco rounds. A última vez que lutei cinco assaltos foi um combate duro, venci no penúltimo. Costumo brilhar no quarto round", completou.