De volta ao Flamengo, Gerson explica escolha e defende futebol brasileiro: ''Tem que dar mais moral'
05/01/2023 | 17:34:53 Paulo Melo
Foto: Reprodução

De volta ao Flamengo, o meio-campista Gerson foi apresentado na tarde desta quinta-feira (5) como novo reforço da equipe. O jogador iniciou a coletiva agradecendo ao clube por sua chegada.

''Eu estou muito feliz em estar de volta à minha casa. Agradeço ao presidente (Rodolfo Landim), ao Marcos (Braz, vice de futebol) e ao Bruno (Spindel, diretor executivo), realmente era uma negociação muito difícil, eles tiveram que ser incansáveis. Eu já estava ficando um pouco nervoso porque queria resolver logo, mas graças a Deus tudo aconteceu bem'', afirmou.

O ''Coringa'', que estava no Olympique Marselha, da França, custará 16 milhões de euros (R$ 91,5 milhões) aos cofres rubro-negros. Com 25 anos, ele assinou um contrato válido até até 31 de dezembro de 2027. 

O meio-campista defendeu o Rubro-negro de julho de 2019 a junho de 2021 e se tornou uma figura importante para a equipe e a torcida. Em 109 jogos, marcou sete gols, conquistou uma Libertadores, dois Brasileiros, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e dois estaduais.

Ele foi comprado pelo próprio time francês, que ainda deve 6,5 milhões de euros (R$ 36,5 milhões) ao clube carioca, que terá esse valor abatido nesta nova transação. Sendo assim, serão realmente pagos ''apenas'' 8,5 milhões de euros (R$ 45 milhões) de forma parcelada. O Flamengo adquiriu 80% dos direitos econômicos do jogador. Além dele, o Mengão anunciou apenas o técnico Vitor Pereira, ex-Corinthians.

''Falaram em frustração... É uma coisa que eu acho que não teve. Fizemos grandes coisas lá. Em número de participações foi meu melhor momento na carreira, nos classificamos para a Champions League. Eu não vejo frustração nenhuma, fui bem, mas infelizmente eu não tive um bom convívio com o treinador que chegou. Eu optei por seguir minha vida de outra forma'', esclareceu

''Nós, brasileiros, erramos muito nesse sentido, porque nós temos sempre os melhores jogadores e ajudamos muito os europeus indo para lá. Nós criticamos o nosso futebol, e podíamos fazer aqui um futebol de elite. E sempre se fala que voltar para o Brasil é um tiro no pé, isso dá força para eles falarem mal do nosso futebol. Nosso futebol tinha que ser uma elite pelos jogadores que nós temos. Olha o nosso campeonato, quantos clubes tem, como os jogos são difíceis. Nós acabamos batendo no nosso esporte, nos nossos jogadores e nos nossos campeonatos. Eu acho que a gente tinha que dar mais moral para o nosso país, que cresceríamos ainda mais'', argumentou.

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