Foto: Victor Ferreira/EC Vitória Após o fraco desempenho na derrota para o Londrina, na última segunda-feira, o Vitória tem a formação com três zagueiros colocada em xeque. O sistema se mostrou eficaz ao garantir 13 pontos em seis jogos, com 72% de aproveitamento. Mas há desconfiança, principalmente por causa das dificuldades de criação da equipe, que lutou para balançar as redes em três dessas partidas já nos últimos minutos.
O técnico Léo Condé já adotou o esquema com três zagueiros em nove partidas do Rubro-Negro nesta Série B. Foram cinco vitórias, dois empates e duas derrotas (aproveitamento de 63%).
Neste período, o Leão garantiu uma boa sequência invicta, após momento ruim na competição, e contou com novas variações táticas, como o uso de Yan Souto como lateral-direito na fase ofensiva e do ala pela direita (Railan ou Zeca) como atacante.
O bom aproveitamento nesses últimos jogos começou no duelo contra o Novorizontino, pela 17ª rodada. Antes da partida, o Leão vinha de quatro derrotas em cinco jogos. Porém, Condé reativou a formação com três zagueiros e garantiu triunfo por 2 a 1 sobre o time paulista.
A partir deste confronto, o treinador manteve o modelo de jogo e conquistou dez pontos nos cinco duelos seguintes. Um dos pontos fortes desse 3-5-2/3-4-3 foi a defesa.
Formada majoritariamente por Yan Souto, Camutanga e Wagner Leonardo, o sistema defensivo se mostrou seguro e ajudou em vitórias importantes, inclusive contra o Sport, adversário direto e dono do melhor ataque da competição.
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Wagner Leonardo, principal pilar da defesa do Vitória na Série B — Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Um exemplo do bom desempenho defensivo nas últimas seis rodadas foram as atuações discretas do goleiro Lucas Arcanjo. Mesmo sendo vazado seis vezes, o arqueiro só precisou fazer onze defesas para garantir quatro vitórias, um empate e uma derrota.
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Camutanga e Wagner Leonardo são pilares defensivos do Rubro-Negro — Foto: Romildo Brandão/TV Bahia
O sistema ofensivo foi o principal problema do Vitória nas últimas seis partidas. O Rubro-Negro tem um bom aproveitamento em gols marcados neste recorte, com nove bolas nas redes, mas deixa a desejar no quesito criatividade.
Isso ficou claro em três dos últimos seis confrontos, quando o Vitória só definiu o resultado após os 40 minutos do segundo tempo, com a ajuda de atletas do banco de reservas e muita insistência com cruzamentos à área e tentativas individuais.
Neste recorte, a quantidade de finalizações ao alvo foi reduzindo com o passar dos jogos. Contra o Novorizontino, o Vitória teve seis chutes ao gol. Já no revés para o Londrina, o Rubro-Negro acertou o alvo apenas uma vez e não balançou as redes.
Finalizações ao alvo do Vitória neste período:
Vitória joga mal, perde para o Londrina e desperdiça a chance de retomar liderança
No geral, a defesa do Vitória mostrou segurança, enquanto o ataque precisa ser mais criativo em um modelo de jogo que garantiu resultado, título simbólico do primeiro turno e manutenção da vaga no G-4.
Mesmo assim, os problemas que surgiram com essa formação geram dúvidas. Por isso, em entrevista coletiva após o jogo com o Londrina, o técnico Léo Condé pediu calma e disse que iria avaliar a possibilidade de alterar o padrão de jogo do Vitória para a partida contra o Ceará, neste domingo, às 18h (horário de Brasília), no Barradão.
Vamos avaliar [a mudança de esquema]. A gente está sempre avaliando e tentando fazer o Vitória melhor, tanto em termos individuais quanto em plataforma de jogo. Quando dá certo tentamos manter, e aquilo que não funciona vamos buscar solução. É o que nos resta neste momento. Agora é recuperar os atletas e, depois, montar a equipe para o jogo contra o Ceará".
— Léo Condé, técnico rubro-negro