Foto: Divulgação / EC Bahia O Bahia conquistou uma vitória suada por 1 a 0 contra o Ceará, com um gol de pênalti de Everton Ribeiro no último minuto dos acréscimos. Na noite desta segunda-feira, Rogério Ceni escalou um time quase totalmente reserva na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, mas a atuação ficou aquém do esperado. Em entrevista coletiva pós-jogo, o treinador analisou o desempenho da equipe e destacou a falta de efetividade ofensiva como maior problema [assista aos melhores momentos abaixo].
Desempenho: “Foi razoável. Chegamos ao último terço, mas com muita dificuldade para converter em gols. Controlamos o jogo e competimos bem, mas temos sofrido para criar chances claras. Faltou presença na área, já que não contamos com muitos jogadores com essa característica. O gol saiu no fim, mas, nesta rodada, nenhum jogo teve mais de um gol de diferença”, avaliou Ceni.
Com uma extensa lista de desfalques — seis jogadores no departamento médico, entre titulares e reservas —, Ceni enfrenta um cenário desafiador, agravado pelo calendário intenso. O Bahia terá 12 jogos até o fim do próximo mês, uma média de um a cada três dias. Para justificar a escalação mista, o treinador apontou a necessidade de gerenciar o desgaste físico do elenco.
“Entendo a insatisfação do torcedor ao não ver os principais jogadores em campo. Mas, com lesões, o risco aumenta se repetirmos sempre os mesmos atletas. Montamos um elenco equilibrado, sem contratações de grande impacto, mas com jogadores capacitados que precisam de oportunidades. Jogamos a cada 70 horas, e, sem rodízio, não conseguiremos suportar a sequência. A vitória com o time misto foi importante, e vamos seguir assim para enfrentar esse período exigente”, explicou.
As crias da base tricolor, Ruan Pablo e Tiago, foram opções no banco de reservas. Ruan Pablo quase abriu o placar com uma finalização na pequena área, mas parou em grande defesa de Fernando Miguel. Já Tiago foi decisivo ao sofrer o pênalti que garantiu a vitória. Apesar das contribuições, Ceni foi cauteloso ao comentar a utilização dos jovens, atribuindo suas chances ao contexto de elenco reduzido.
“Seria hipócrita dizer que eles jogariam mesmo com o elenco completo. O Fredi, por exemplo, tem grande potencial e pode ser titular no futuro. Mas, hoje, os garotos entram porque estamos com desfalques. Ruan Pablo, com apenas 16 anos, ainda está se adaptando a competições como a Sul-Americana. Ninguém está pronto nessa idade. Quando há lesões, a base ganha espaço, como vimos com Ruan Pablo, Tiago e Fredi. Eles ajudaram o clube, e, com o tempo, queremos dar mais minutos para que se desenvolvam e tragam retorno técnico e financeiro. É o futuro do Bahia, mas ainda não é o momento ideal para depender deles”, analisou.
O Bahia volta a campo pela Libertadores nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), contra o Atlético Nacional-COL, pela terceira rodada, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Pelo Campeonato Brasileiro, o próximo desafio será fora de casa, contra o Palmeiras, no domingo, às 18h30 (de Brasília).