Foto: Divulgação / EC Bahia Na noite desta quarta-feira, o Bahia retomou as competições após a pausa para a Copa do Mundo de Clubes da Fifa com uma vitória importante por 2 a 1 sobre o Fortaleza, garantindo vaga nas semifinais da Copa do Nordeste. Os gols do Esquadrão de Aço foram marcados por Willian José e Caio Alexandre, enquanto Matheus Pereira descontou para o Leão do Pici.
Em entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Rogério Ceni destacou o bom desempenho do time no primeiro tempo, mas apontou uma queda de produção na etapa final. Ele atribuiu o momento de instabilidade à anulação de um pênalti pelo VAR, que poderia ter resultado no terceiro gol tricolor, e ao desgaste físico dos jogadores após 11 dias de treinos intensos.
Fizemos um excelente primeiro tempo, controlando bem a partida. No segundo, caímos um pouco. É natural, com tantos dias de treinamento, alguns atletas sentem o ritmo. Fizemos substituições para manter a intensidade, mas o Fortaleza cresceu, algo esperado em um jogo tão disputado. A chance do terceiro gol nos daria mais tranquilidade, mas a anulação pelo VAR foi um balde de água fria. Ainda assim, o mais importante hoje era vencer e garantir a classificação - analisou Ceni.
Prioridades e desafios do segundo semestre
Apesar da classificação, Ceni foi claro ao falar sobre as prioridades do Bahia no segundo semestre. Entre os quatro torneios que o clube disputa – Brasileirão, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Copa do Nordeste –, o treinador colocou a competição regional como a menos prioritária, embora tenha reforçado o compromisso com a conquista do título.
Das quatro competições, a Copa do Nordeste é a menos prioritária, mas isso não significa que não seja importante, especialmente pela sua tradição. Vamos montar o melhor Bahia possível em cada partida, mas precisamos gerenciar o elenco para evitar lesões e manter o desempenho em todas as frentes. Já vi clubes focarem demais em mata-matas e sofrerem no Brasileirão. Não queremos repetir isso - explicou.
Ceni também destacou a importância de rodar o elenco para lidar com a maratona de jogos. Ele citou exemplos de grandes clubes europeus, como PSG e Real Madrid, que priorizam o coletivo para manter a consistência ao longo da temporada.
O segundo semestre é desafiador, com frustrações que precisamos saber administrar. Não dá para abrir mão de jogos importantes, como o de hoje contra o Fortaleza. O torcedor cobra, e com razão. Por isso, planejamos as substituições para manter os jogadores frescos e prontos para a sequência - completou.
Foco no Brasileirão e gestão do elenco
Com a classificação assegurada, o Bahia agora vira a chave para o Campeonato Brasileiro. No próximo sábado, o Tricolor enfrenta o Atlético-MG, às 21h (horário de Brasília), pela 13ª rodada, na Arena Fonte Nova. Pensando na sequência de jogos, que inclui o confronto contra o América de Cali pela Copa Sul-Americana na terça-feira, Ceni promoveu cinco mudanças no setor ofensivo diante do Fortaleza, preservando jogadores importantes.
As substituições foram estratégicas. Trocamos cinco dos seis jogadores de ataque, mantendo apenas o Jean Lucas. O Pulga e o Ademir sentiram o desgaste, o Willian José também, e o Caio Alexandre saiu por conta do cartão amarelo. Nosso objetivo é evitar lesões neste retorno e manter o elenco competitivo para jogar a cada três dias - detalhou.
Com um calendário intenso pela frente, Rogério Ceni reforça a necessidade de equilíbrio e planejamento para que o Bahia siga competitivo em todas as competições. A torcida tricolor, empolgada com a classificação na Copa do Nordeste, agora espera que o time mantenha o embalo no Brasileirão e nas demais disputas do segundo semestre.