Foto: Victor Ferreira / EC Vitória A polêmica sobre a presença de visitantes no clássico decisivo ganhou um novo capítulo nesta quarta feira, dia 4 de março de 2026. Mesmo com a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP BA) pela manutenção da torcida única na final do Campeonato Baiano, um grupo de torcedores do Vitória decidiu buscar amparo legal para acompanhar o jogo deste sábado, dia 7 de março, às 17h, na Arena Fonte Nova.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Pedro Santo Sé, membros das torcidas Caravana Rubro Negra e Leão Chop protocolaram um mandado de segurança na Justiça. A ação contesta a decisão da promotora Thelma Leal de Oliveira, da 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor, sob o argumento de que a restrição fere direitos fundamentais como a liberdade de manifestação, de locomoção e o princípio da igualdade, previstos na Constituição Federal.
Por outro lado, o Ministério Público sustenta que qualquer alteração no modelo atual demanda um estudo técnico detalhado e o aval dos órgãos de segurança pública. O tenente coronel Flávio Farias, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), expressou surpresa com a movimentação jurídica e com o pedido recente da diretoria rubro negra.
“Nós tomamos conhecimento através da imprensa e ficamos surpresos, até porque, até então, era uma situação já definida. Inclusive, desde que nós tomamos conhecimento da classificação do Esporte Clube Vitória, iniciamos o nosso planejamento para o jogo com torcida única. Então, o Bepe não foi oficialmente informado ou recebeu alguma determinação do comando superior para que faça o planejamento operacional do jogo com duas torcidas no estádio”, afirmou o oficial em entrevista ao portal Bnews.
O regime de torcida única nos confrontos entre Bahia e Vitória foi implementado inicialmente após graves episódios de violência em abril de 2017. Houve uma tentativa de retorno do público misto em fevereiro de 2018, mas o jogo ficou marcado por uma briga generalizada entre os atletas dentro de campo, resultando em sete expulsões, o que motivou a volta da proibição. No início de 2024, novas reuniões foram realizadas pelo MP BA para discutir o tema, porém não houve consenso para mudanças.
Agora, a expectativa recai sobre a decisão judicial que pode, ou não, alterar a configuração das arquibancadas para o BAVI que vale o título estadual de 2026.