Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro O Campeonato Brasileiro de 2026 mal começou e a conhecida “dança das cadeiras” já atingiu uma velocidade impressionante. Com apenas seis rodadas disputadas, a competição já contabiliza seis demissões de técnicos, estabelecendo uma média exata de um desligamento por jornada. O índice é o mais alto registrado nas últimas quatro edições da Série A no mesmo período.
A lista de profissionais que perderam o cargo neste início de torneio inclui nomes de peso como Jorge Sampaoli (Atlético MG), Fernando Diniz (Vasco), Juan Carlos Osorio (Remo), Filipe Luís (Flamengo), Hernán Crespo (São Paulo) e Tite (Cruzeiro).
A sequência de quedas começou com Sampaoli, que não resistiu à pressão após o empate do Galo contra o Remo. No Vasco, Fernando Diniz foi desligado após a eliminação no estadual, sendo substituído por Renato Gaúcho. Já Juan Carlos Osorio foi demitido do Remo após derrota no clássico para o Paysandu.
Nos gigantes Flamengo e São Paulo, as motivações envolveram desgastes internos. Filipe Luís saiu mesmo após uma goleada histórica de 8 a 0 sobre o Madureira, enquanto Crespo foi desligado do Tricolor Paulista mesmo ocupando uma vaga no G 4. Por fim, Tite encerrou sua passagem pelo Cruzeiro após um empate sem gols contra o Vasco, no Mineirão.
Comparativo de demissões (Até a 6ª rodada)
O atual cenário supera os anos anteriores. Em 2025, foram registradas cinco saídas; em 2024, apenas duas; e em 2023, três treinadores haviam deixado seus postos. O único ano recente com números mais drásticos foi 2022, quando oito técnicos caíram no mesmo período, culminando em 23 trocas até o fim do campeonato.
⚽ Jorge Sampaoli (Atlético MG) Substituto: Eduardo Domínguez
⚽ Fernando Diniz (Vasco) Substituto: Renato Gaúcho
⚽ Juan Carlos Osorio (Remo) Substituto: Léo Conde
⚽ Filipe Luís (Flamengo)
⚽ Hernán Crespo (São Paulo)
⚽ Tite (Cruzeiro)