Ceni reconhece queda do Bahia e faz cobrança antes de decisão contra o Remo: “Pela nossa honra”
11/05/2026 | 19:32:43 Paulo Melo
Foto: Divulgação / EC Bahia

O técnico Rogério Ceni admitiu que o Bahia atravessa um momento de baixa dentro da temporada e reconheceu a queda técnica e emocional da equipe após mais um resultado negativo no Campeonato Brasileiro. Depois da derrota para o Cruzeiro, o treinador afirmou que o elenco precisa reagir rapidamente e já projetou a decisão diante do Remo, pela Copa do Brasil.

Em entrevista coletiva, Ceni avaliou que o confronto foi equilibrado, mas lamentou os erros cometidos pela equipe ao longo da partida.

“O resultado foge daquilo que a gente esperava. O Cruzeiro é uma boa equipe, acho que foi um jogo equilibrado. Eles tiveram mais finalizações, mas muitas para fora ou defesas simples de Léo. Tivemos bons momentos no jogo, saímos na frente e tivemos chances de fazer o segundo gol. No gol deles, faltou a cobertura de Juba para fazer o corte. Todos se esforçaram e correram, mas não conseguimos vencer, que era o mais importante. Sobre a cobrança, o torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar, ele vai frustrado para casa”, afirmou.

O treinador também comentou sobre a semana livre de treinamentos que o Bahia teve antes da partida, diferente do Cruzeiro, que entrou em campo pela Libertadores no meio da semana. Mesmo assim, Rogério acredita que o principal problema da equipe neste momento é emocional.

“Em tese o Cruzeiro estava mais desgastado. Acho que perdemos a confiança, os jogadores sentem a pressão pela necessidade de vencer. Treinando ou jogando o desgaste vem sempre, mas é claro que quem joga no meio de semana chega mais desgastado. Acho que erramos mais que o normal, não é fácil reverter um momento de baixa, mas precisamos sair disso o mais rápido possível. Não tem ninguém que vai nos tirar disso, apenas nós. Nós que temos que sair dessa situação”, completou.

Questionado sobre a pressão em torno do cargo, Rogério Ceni disse estar focado apenas em encontrar soluções para recuperar o rendimento do time.

“Não posso me preocupar com isso. Isso é uma questão da diretoria. Tento todos os dias fazer meu melhor, eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas. Estou há 36 anos nisso, eu entendo a pergunta, faz parte do pacote do futebol. Estamos todos tentando fazer nosso melhor. Hoje tentamos diferentes alternativas, fizemos tudo que podemos, mas as coisas não estão acontecendo. Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para resgatar o torcedor. Não posso reclamar de competitividade e entrega dentro de campo, mas as coisas não estão acontecendo como já aconteceram”, declarou.

A sequência negativa é a pior do Bahia em 2026. O Tricolor permanece com 22 pontos e pode perder a sexta colocação ao fim da rodada. Além do momento ruim no Brasileirão, o clube também vive situação complicada na Copa do Brasil após a derrota por 3 a 1 para o Remo no jogo de ida da quinta fase.

Mesmo diante da pressão, Rogério Ceni pediu reação imediata do elenco e destacou a importância do próximo compromisso.

“O Bahia caiu um pouco de produção. A responsabilidade nisso é sempre do treinador. Quando conseguimos classificar para a Libertadores também temos o crédito de elevar o nível do time. Neste momento acho que precisamos de mais confiança. Temos que continuar trabalhando, tentar fazer algo de diferente na quarta-feira. Não só pelo calendário, mas pela nossa honra mesmo, pela nossa imagem. Não tem o que fazer de nomes novos, somos nós que temos que tentar mudar. Já fizemos coisas importantes em 2024 e 2025. A gente almeja chegar em posições mais altas em 2026, mas é um momento de fragilidade. Precisamos de luta para sobreviver a esse momento difícil. A gente vê que os jogadores sentem fisicamente o desgaste, emocionalmente também. Quarta-feira é um jogo decisivo para reverter isso”, concluiu.

O Bahia volta a campo na quarta-feira, 13 de maio de 2026, às 21h30, no Mangueirão, contra o Remo. Para avançar, o time baiano precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis.

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