Foto: Agustin Marcarian/Reuters A derrota da França para a Espanha na semifinal da Copa do Mundo de 2026, disputada nesta terça-feira (14 de julho), marcou o início da despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa. Após 14 anos à frente da equipe, o treinador encerra sua trajetória sem a oportunidade de alcançar a marca histórica de Mário Zagallo, dono de três títulos mundiais.
Com a eliminação, a França disputará apenas o terceiro lugar, em confronto marcado para sábado (18 de julho), às 18h (de Brasília). A decisão da Copa será realizada no domingo (19 de julho), às 16h, entre a Espanha e o vencedor da outra semifinal, entre Inglaterra e Argentina.
Caso tivesse avançado à final, Deschamps poderia conquistar seu terceiro título em Copas do Mundo, somando as conquistas de 1998, quando foi campeão como jogador, e de 2018, já como treinador da seleção francesa. Em 2022, ficou com o vice-campeonato após a derrota para a Argentina.
A marca continua pertencendo a Zagallo, campeão mundial como jogador em 1958 e 1962, além de conquistar o título como treinador em 1970. O brasileiro ainda integrou a comissão técnica da seleção campeã da Copa de 1994, como auxiliar.
No comando da França desde 2012, Didier Deschamps estreou em Copas do Mundo na edição realizada no Brasil, em 2014, quando a equipe foi eliminada nas quartas de final pela Alemanha. Antes mesmo do Mundial de 2026, o treinador já havia anunciado que deixaria o cargo ao término da competição.
Ao longo de sua passagem, Deschamps dirigiu a seleção francesa em 185 partidas, acumulando 120 vitórias, 35 empates e 30 derrotas, com 71,2% de aproveitamento. Seu principal momento foi a conquista da Copa do Mundo de 2018, sobre a Croácia, seguida pelo vice em 2022 e pela eliminação na semifinal em 2026.
A saída de Deschamps encerra um dos ciclos mais vitoriosos da história recente da seleção francesa, com presença constante entre as principais forças do futebol mundial.
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