Foto: Franck Fife/AFP Um projeto que poderia transformar a estrutura administrativa da Fifa e elevar de forma significativa a remuneração de Gianni Infantino acabou sendo deixado de lado. A proposta previa a criação de uma empresa independente para administrar as principais competições da entidade, mas encontrou forte oposição e não seguiu adiante.
Segundo informações publicadas pelo jornal The Times, caso a iniciativa fosse aprovada, Infantino passaria a receber cerca de US$ 30 milhões por ano (aproximadamente R$ 152 milhões). O montante representa um aumento de cerca de seis vezes em relação aos atuais US$ 4,8 milhões anuais (cerca de R$ 25 milhões), valor que inclui salário e bônus.
A principal resistência ao projeto veio da Uefa, que liderou o movimento contrário à proposta e contribuiu para que ela fosse abandonada antes da implementação.
Outro ponto previsto no plano era a permanência de Infantino no comando da nova empresa sem limite de mandatos, diferentemente da presidência da Fifa. Pelas regras atuais da entidade, o mandato do dirigente pode chegar ao fim em 2031.
Com o arquivamento da proposta, a Fifa mantém sua estrutura de gestão e afasta, por enquanto, qualquer possibilidade de mudança no modelo de administração de suas principais competições.
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