Ceni chama defesa do Bahia de “um pesadelo” após empate com a Chapecoense: “Ficou muito fácil fazer um gol na gente”
17/08/2026 | 16:13:20 Paulo Melo
Foto: Divulgação / EC Bahia

O Bahia ficou no empate por 3 a 3 com a Chapecoense, neste domingo (16 de agosto de 2026), na Arena Condá. Depois de uma partida em que o Tricolor conseguiu marcar três vezes e apresentou bons momentos no setor ofensivo, Rogério Ceni concentrou sua análise nas falhas defensivas e na falta de concentração da equipe.

Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador reconheceu a qualidade do Bahia na construção das jogadas, mas cobrou uma postura mais firme nos momentos em que a equipe precisava controlar o adversário. Para Ceni, não basta produzir ofensivamente se o time continua permitindo que o rival tenha facilidade para chegar ao gol.

“Tem que ter um pouco mais de senso de urgência, de competitividade dentro do campo para não deixar.”

A cobrança está relacionada principalmente à maneira como o Bahia sofreu os gols. O treinador chamou atenção para os espaços concedidos em situações que, segundo sua avaliação, poderiam ter sido controladas, além das dificuldades para defender bolas alçadas, cobranças de lateral e jogadas de bola parada.

Ceni também destacou a diferença entre o volume necessário para marcar e a quantidade de oportunidades oferecidas ao adversário.

“A gente tem que finalizar 20 vezes, 30 vezes para conseguir fazer três gols. Nós não podemos ceder tão pouco... tantas chances ao adversário.”

Ceni cobra atitude dentro de campo

Outro ponto abordado pelo técnico foi a postura dos jogadores durante a partida. Ao falar sobre a necessidade de reação diante dos problemas apresentados, Ceni afirmou que a equipe precisa transformar a insatisfação em ações concretas dentro das quatro linhas.

“Você não tem que ter poder de indignação, você tem que ter poder de fazer as coisas dentro do campo.”

A declaração reforça a cobrança por mais concentração e competitividade, principalmente quando o Bahia está em vantagem no placar. A equipe marcou três gols, mas não conseguiu sustentar as vantagens construídas ao longo da partida.

Por que Luciano Juba atuou pelo meio?

A presença de Luciano Juba por dentro também foi explicada por Rogério Ceni. A ideia da comissão técnica foi colocar mais um jogador no setor central para criar superioridade numérica no meio-campo e melhorar a circulação da bola.

O treinador explicou que a escolha também levou em consideração as características do elenco disponível para a partida.

“Nós enxergamos que o homem a mais no meio... hoje nós tínhamos o Pulga à disposição, então resolvemos usar o Juba por dentro.”

Com Juba mais centralizado, o Bahia buscou aumentar as opções de passe e fortalecer as associações entre os jogadores. A estratégia procurava dar ao time maior controle da posse e facilitar a progressão para o ataque.

Relação com a torcida passa pelos resultados

Questionado sobre a relação entre o Bahia e seus torcedores, Ceni afirmou que o desempenho em campo e os resultados têm influência direta nessa conexão. Para o treinador, é natural que uma equipe tenha maior aproximação com a torcida quando consegue vencer.

“Eu não conheço nenhum time que se ele não ganhar o jogo exista uma conexão que flua diretamente com o torcedor.”

Ceni também afastou a ideia de que a relação esteja ligada à falta de comprometimento individual dos atletas. Na avaliação do treinador, a resposta precisa aparecer dentro de campo, principalmente por meio de uma equipe mais competitiva e concentrada.

Gramado da Arena Condá

O técnico ainda comentou sobre o gramado sintético da Arena Condá. Apesar do desgaste físico provocado pela superfície, Ceni avaliou que o campo também apresenta características que podem favorecer o estilo de jogo do Bahia.

Segundo ele, a bola circula com rapidez e o piso permite que a equipe mantenha uma proposta baseada na troca de passes e nas associações entre os jogadores.

Assim, a análise de Ceni após o empate ficou dividida entre os pontos positivos apresentados pelo Bahia no ataque e a preocupação com o comportamento defensivo. O treinador reconheceu a capacidade da equipe para marcar três gols, mas cobrou mais concentração, urgência e competitividade para evitar que um bom desempenho ofensivo seja comprometido pelas falhas na defesa.

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