Foto: Reprodução O Flamengo decidiu participar da discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a medida que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. O clube pediu para ingressar no processo como amicus curiae, instrumento que permite apresentar informações e argumentos relacionados ao impacto da decisão.
O pedido será analisado pelo ministro Luiz Fux, relator das ações que tratam do tema no Supremo. A movimentação dos clubes ocorre após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no país.
A principal preocupação do Flamengo está nos efeitos financeiros da medida. O clube estima perdas que podem chegar a R$ 430 milhões, considerando contratos de patrocínio e outras receitas relacionadas ao setor de apostas. O Rubro-Negro possui acordo com a Betano, que envolve o futebol masculino, o futebol feminino e os esportes olímpicos.
A diretoria também avalia que a mudança pode afetar outras receitas comerciais ligadas ao futebol. A discussão no STF, portanto, envolve não apenas os contratos de patrocínio, mas também os compromissos financeiros assumidos pelos clubes com base nas regras que estavam em vigor.
O Palmeiras também prepara um pedido para participar do processo no STF como amicus curiae. A intenção é apresentar ao tribunal informações sobre os possíveis impactos da medida nos contratos e nas receitas do clube.
Outras equipes também avaliam ingressar individualmente na discussão. A estratégia considerada pelos dirigentes é apresentar, separadamente, os efeitos da proibição sobre cada instituição, especialmente em relação aos contratos de patrocínio e às receitas previstas.
A MP determina que os sites e aplicativos de apostas sejam retirados de funcionamento após o período de transição previsto na própria medida. O texto também estabelece regras para o encerramento das autorizações e para a restituição dos valores aos apostadores.
Além dos clubes, entidades ligadas ao setor de apostas já acionaram o STF para questionar a medida. Uma das ações foi distribuída ao ministro Luiz Fux e pede a suspensão da MP.
Com a entrada dos clubes na discussão, o debate sobre o fim das bets ganhou um novo capítulo. Agora, além das empresas do setor, os efeitos da medida sobre contratos, patrocínios e receitas do futebol também estão sendo levados ao Supremo.