Foto: Reprodução O fim da escala 6x1 deverá provocar mudanças na organização do futebol brasileiro. Com a previsão de dois dias de descanso remunerado por semana, os clubes terão de reorganizar treinamentos, viagens, concentrações e a utilização dos elencos para se adequar às novas regras.
A mudança está prevista na Emenda Constitucional nº 141/2026, promulgada em 16 de outubro. Conforme o texto original, a nova regra de descanso deverá entrar em vigor após 60 dias, com previsão para dezembro de 2026.
Um dos principais desafios será garantir que os períodos de descanso sejam efetivos. Na avaliação de especialistas em direito trabalhista e esportivo, não basta suspender os treinamentos para caracterizar uma folga. Se o jogador continuar cumprindo obrigações profissionais, como viagens e concentrações com a equipe, esse período não deve ser considerado descanso semanal.
Na prática, a adaptação poderá exigir mudanças no planejamento das atividades, principalmente para clubes que disputam várias competições e enfrentam uma sequência intensa de partidas.
O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já negocia regras coletivas para tratar da jornada de trabalho e dos períodos de descanso dos jogadores.
O presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, critica a tentativa dos clubes de disputar todas as competições utilizando os mesmos atletas, sem uma reorganização adequada dos elencos.
A aplicação das novas regras deverá exigir ajustes na gestão dos clubes e no planejamento das temporadas. O desafio será conciliar as obrigações legais, a preparação das equipes e o calendário de jogos, garantindo aos profissionais os períodos de descanso previstos.