Foto: Foto: Gabrielle Gomes O conceito de idolatria dispensa explicações quando envolve a torcida do Vitória. Basta citar o nome de Marinho para que a memória coletiva do torcedor rubro negro seja ativada. De volta ao clube após dez anos de uma temporada marcante, o atacante reencontrou a Nação Rubro Negra na noite desta terça feira, em um shopping de Salvador, e viveu momentos de forte emoção.
Recebido com gritos de “Ah, é Di Marinho”, o jogador de 35 anos não conteve as lágrimas diante da demonstração de carinho e prometeu dedicação total nesta nova passagem pelo clube. Mesmo reconhecendo que não vive o mesmo auge físico de 2016, o atacante deixou claro que a motivação segue intacta.
“O que podem esperar de mim com certeza não é o Marinho de dez anos atrás, mas me encontro em totais condições ainda, sou um cara novo. Ou então eu estaria em casa bebendo água de coco. Se vim é porque é o clube que eu amo e tenho muito a entregar, sou muito jovem ainda. Estou motivado. Jogar no clube onde você é torcedor facilita muito”, afirmou o jogador.
A sequência dos acontecimentos chamou atenção. Em poucos dias, Marinho apareceu no meio da torcida no Barradão, acertou o retorno ao clube e já foi oficialmente apresentado como novo reforço do Vitória. Segundo o próprio atleta, a pressão positiva vinda das arquibancadas teve peso decisivo na definição da negociação.
“O combustível é vestir essa camisa, vivendo esse privilégio. Esperei, não foi por falta de opção. Agradeço a alguns clubes que chegaram, mas priorizei meu clube de coração. Obrigado, Fábio Mota. Agradeço muito a essa torcida que me pediu e te incomodou. Eu quero viver novamente isso, que me motiva mais do que ser artilheiro da Copa do Brasil em 2016 pelo Vitória”, declarou.
O atacante também fez questão de exaltar a força da torcida rubro negra e o ambiente criado nos jogos.
“A gente escuta o que o torcedor é, chega cedo no estádio, faz festa enorme, canta do início ao fim. O que eu vivi foi algo grandioso e que sempre quis viver”.
Em outro trecho, Marinho reforçou que o retorno sempre esteve nos planos e que questões financeiras nunca foram prioridade.
“Sempre priorizei voltar. Nunca pensei em salário. Agradeço ao presidente quando me ofereceu o contrato. Eu disse que ia provar que eu era Vitória, assinei o contrato e estou retornando para a minha casa. Quero ajudar em campo pelo que a torcida faz”.
A volta de Marinho ao Vitória marca não apenas o reencontro de um ídolo com sua torcida, mas também o início de um novo capítulo carregado de expectativa, identificação e sentimento de pertencimento no Barradão.