Foto: Rubens Chiri/São Paulo Uma apuração interna revelou que o ex presidente do São Paulo, Julio Casares, acumulou quase R$ 500 mil em gastos pessoais no cartão corporativo do clube ao longo de seu mandato. As informações vieram à tona após o Conselho Fiscal solicitar os extratos do cartão, procedimento que não havia sido realizado desde o início da gestão, em 2021.
De acordo com a publicação, Casares devolveu os valores corrigidos no segundo semestre de 2025. Entre as despesas identificadas constam salão de beleza e compras em lojas de grife, itens classificados como gastos pessoais. O levantamento só ocorreu após a cobrança formal do Conselho Fiscal, já que não existia no clube uma política que determinasse prazo para devolução de valores nem uma rotina de fiscalização desse tipo.
A ausência de regras claras e de controle desagradava diferentes alas do São Paulo, que defendiam maior rigor na prestação de contas. O episódio reforçou a discussão interna sobre governança, transparência e mecanismos de controle no uso de recursos do clube.
A repercussão do caso ampliou a pressão por mudanças nos procedimentos administrativos, com expectativa de criação de normas mais rígidas para evitar novas ocorrências e assegurar acompanhamento regular das despesas corporativas.