Foto: Divulgação/Flamengo O Banco de Brasília (BRB), um dos parceiros mais longevos do Flamengo, cortou drasticamente os repasses ao clube para a temporada 2026. Segundo publicação oficial no Diário Oficial do Distrito Federal, a verba destinada a patrocínios despencou de R$ 118,6 milhões, em 2025, para apenas R$ 50 milhões neste ano.
A medida é reflexo direto da turbulência envolvendo a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, ocorrida em novembro de 2025. O BRB sofreu prejuízos bilionários em transações com a instituição liquidada, o que resultou em troca de comando na diretoria e uma política rígida de redução de custos.
Atualmente, a marca ocupa a região da omoplata no uniforme rubro negro, posição que ocupa desde 2024 após deixar o espaço master da camisa. O contrato específico para a exposição na vestimenta, avaliado em R$ 25 milhões anuais, está previsto para encerrar no próximo mês.
Apesar do corte, a sociedade no Banco Nação, iniciada em 2020, segue válida até 2029. O produto digital conta com quase 4 milhões de correntistas e garante ao Flamengo um valor fixo de R$ 15 milhões por ano. Somando as duas frentes, o clube recebia cerca de R$ 40 milhões, montante que agora entra em fase de renegociação.
Caso o vínculo de patrocínio na camisa não seja estendido, o repasse mínimo referente ao Banco Nação deve subir para R$ 25 milhões anuais. O BRB já sinalizou que avalia transformar o banco digital em uma empresa independente, buscando maior rentabilidade para tentar sanar os prejuízos recentes.