Foto: Reprodução O camisa 10 do Bahia, Everton Ribeiro, foi um dos atletas que se manifestou após a eliminação precoce na Libertadores. Visivelmente abatido na zona mista da Arena Fonte Nova, o meia não se esquivou da responsabilidade pelo pênalti perdido na disputa contra o O'Higgins, ocorrida nesta quarta feira, dia 25 de fevereiro de 2026.
O jogador descreveu um cenário de enorme tristeza e silêncio no vestiário tricolor. Para o experiente meia, o controle que a equipe exercia sobre a partida não foi suficiente para garantir a classificação, resultando na ausência do clube em competições internacionais no restante da temporada.
“É um momento difícil, muita tristeza, todo mundo cabisbaixo. Às vezes faltam palavras. Era um jogo controlado, jogamos bem, mas não conseguimos matar a partida”, desabafou o capitão. Sobre a cobrança desperdiçada, ele foi direto ao reconhecer o mérito do goleiro adversário e a própria infelicidade no lance: “Fui infeliz na cobrança. É o meu jeito de bater, não consegui deslocar o goleiro. Ele foi bem, ficou na bola e me atrapalhou bastante”.
Com a eliminação, o Bahia agora volta suas atenções exclusivamente para o Campeonato Baiano, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Everton Ribeiro destacou que a cobrança por parte da torcida é legítima, especialmente considerando a expectativa criada e o fato de o clube ter aberto mão da Copa do Nordeste para focar no torneio continental.
“Time grande, camisa pesada, a cobrança sempre vai existir. Quando acontece uma eliminação assim, com expectativa alta, é normal aumentar ainda mais. O torcedor tem todo direito de cobrar e ficar furioso. A gente também está muito triste”, afirmou o jogador.
Apesar do golpe duro, o meia reforçou a necessidade de uma reação imediata para que o impacto psicológico não comprometa o restante do ano. “Se abaixar a cabeça vai ser pior. Agora é trabalhar quieto, aguentar a pressão, aceitar as críticas que merecemos e buscar as vitórias para dar a volta por cima”, concluiu.