Foto: Reprodução O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu nesta quinta-feira, 7 de maio, reduzir as penas aplicadas ao atacante Erick e ao presidente do Vitória, Fábio Mota, por declarações contra a arbitragem após a partida diante do Athletico PR, realizada no último 26 de abril.
Inicialmente, a dupla havia sido punida pela 3ª Comissão Disciplinar do STJD no julgamento realizado em 30 de abril. Na ocasião, Erick recebeu suspensão de dois jogos, enquanto Fábio Mota foi afastado por 30 dias. O técnico Jair Ventura, que também havia sido denunciado, acabou absolvido ainda na primeira sessão.
Após análise do recurso, o tribunal decidiu diminuir a punição do atacante rubro negro para apenas uma partida. Com isso, Erick desfalca o Vitória no confronto deste sábado, 9 de maio, contra o Fluminense, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o presidente Fábio Mota teve a suspensão reduzida para 15 dias.
A revolta do clube aconteceu depois de uma série de decisões da arbitragem no duelo contra o Athletico PR. O Vitória reclamou principalmente da marcação de um pênalti envolvendo os jogadores Cacá e Viveros ainda no primeiro tempo.
Além disso, o clube baiano também contestou a permanência em campo do volante Luiz Gustavo, acusado pelo Rubro Negro de acertar um chute em Zé Vitor nos minutos iniciais da partida. Segundo o entendimento do Vitória, o atleta do time paranaense deveria ter sido expulso posteriormente após um lance de simulação e toque de mão na bola.
Outro lance bastante questionado foi envolvendo o zagueiro Arthur Dias, advertido apenas com cartão amarelo após carrinho em Renê na etapa final do confronto.
Depois da partida, Erick deu entrevista demonstrando forte insatisfação com a arbitragem e afirmou que o Vitória havia sido “roubado de novo”, fazendo referência também ao jogo anterior diante do Flamengo, que já havia gerado reclamações do clube baiano.
Durante o julgamento na 3ª Comissão Disciplinar, o atacante reconheceu o excesso na declaração.
“Fui infeliz na declaração”, afirmou Erick.
Já o presidente Fábio Mota utilizou o termo “escândalo” ao comentar a atuação da arbitragem após o confronto. No julgamento, o dirigente voltou a defender critérios mais uniformes nas decisões tomadas pelos árbitros.
“Quero uma uniformização das decisões. Em nenhum momento faltei com respeito”, declarou o presidente rubro negro.
Fábio Mota também questionou o tratamento dado às manifestações dos dirigentes e chegou a citar a expressão “Coreia do Norte” durante sua defesa no tribunal.